sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Julgamento

Me julgue do que quiser. Me julgue por ser estranha, por não querer ser sua amiga, por ser feliz, por acreditar na salvação. Me julgue por ter um Deus, por ter fé, uma família e alguns amigos. Me julgue por não querer ser perfeita, mas por querer alguém melhor do que eu ao meu lado. Me julgue por querer o bem mundial, por tentar fazer o certo. Me julgue por não ser como você me idealizou. Pode colocar a culpa de tudo nos meus ombros, só não me dê o rótulo de Inimiga. Fale o que quiser de mim e me deixe falar de você, só não faça nada comigo.
Porque eu nunca colei chiclete no seu cabelo, nunca roubei seu namorado, nunca passei com a minha bolsa de rodinhas sobre seus pés, nunca pisei no seu calo. Eu nunca roubei seus sonhos, nunca cortei seu cabelo enquanto dormia e nunca te dei a língua quando virou as costas. Eu nunca nem pensei em jogar fora uma das suas barbie's, nem nunca joguei na lama seu urso de pelúcia. Nunca briguei com você por causa de roupas ou de sapatos, nunca te neguei nada. Eu posso não ser mais sua amiga, mas com certeza, nunca fui sua inimiga. Nunca pensei em te maltratar, nunca gostei em te ver chorar. Você pode até me julgar, por me conhecer bem, mas não me julgue errado. Não me julgue pela raiva e nem me enxergue com os olhos, deixe o seu coração falar mais alto, deixe as lembranças lhe dominarem, deixe as lágrimas te limparem, deixe o nada te preencher. Ai eu deixarei você falar e escutarei com todo o prazer.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Falsidade

É uma das coisas que eu acho que deveria virar matéria de escola. Pelo menos aprenderíamos a como conhecer as pessoas, como achar a falsidade, como ensinar a não ser falso, como poder fazer o certo e não ficar se sentindo péssima. Infelizmente, falsidade é uma coisa difícil de se descobrir até para os filósofos mais conhecidos. É da pessoa saber se quer ou não seguir esse caminho. A falsidade anda sempre de mãos dadas com a mentira e com o egoísmo. A influência também está no meio. Se deixar ser influênciado, principalmente por amigos, é terrível. Se transformar em outra pessoa, é pior ainda. Uma coisa é você crescer, aprender, se transformar. Outra coisa é você mudar de personalidade, virar um desconhecidos para os que se preoculpam de verdade com você, ver o mundo de outro jeito e não compartilhar com  os próximos. Falsidade me dá nojo. Eu tenho medo dela. Medo do que essas pessoas podem fazer comigo, achando que estão certas, fazendo coisas erradas. Todos quebram a cara, se você não sabe conviver com isso, ainda tem muito o que aprender, antes de se achar um ser-adulto. Ah, e falsos adoram compartilhar suas dores com outros falsos. Ou até mesmo, criá-los. Não confessar a falsidade, é o pior de tudo isso. E você ter certeza...Te dá tanta raiva. Mas já que existe o mal, existe o bem. Existe sim os não-falsos, os amigos. Aqueles que estão do seu lado, não importa o que aconteça, porque você vai compartilhar suas mudanças sempre com eles e eles sempre vão te entender, porque você nunca vai parecer outra pessoa, sempre a mesma. Esses eu consigo contar nos dedos. Os falsos. Ah, eles sempre são muitos, impossíveis de se contar apenas nos dedos das mãos. Mas os amigos são mais fortes. O que me deixa do mesmo jeito. E só o tempo vai me mostrar quem merece ou não caminhar comigo, lado a lado. Não na minha frente.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Saudades

Eu tenho saudades. Saudades de você. De quando só você me entendia. De quando conversávamos sobre tudo, sem exceção. Lembra do nosso mundo? Nunca mais fui nele, não tem graça sem você. Sinto tanta falta de alguém que me escute, sinto falta dos teus abraços. Eu confiava em você mais do que em qualquer um. Hoje eu nem sei mais quem é você. É como se eu realmente não te conhecesse mais. É triste te ver e te tratar como um estranho.  Que pena que você não soube dividir as coisas. Que pena. Só gostaria que soubesse que ainda lembro de você, sempre. Não o tempo todo, mas todo o tempo.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Melhor

O mais lindo da turma. O mais legal, o mais simpático, o mais inteligênte, o mais adorável, o mais perfeito. E ele era meu. Meu amigo. Meu melhor amigo. Eu era invejada por várias meninas, sempre estávamos juntos, em tudo. Mas o que elas não sabiam é que seus olhos confusos, sua mente e principalmente, o seu coração, não pertenciam a mim. Poderia passar a minha vida inteira ao seu lado, admirando tamanha perfeição, mas só são sonhos, tolos e improváveis. Não deveria sentir isso. Estava tudo tão bem chamando-o de "melhor". Eu agora tinha outros sentimentos por ele. Sentimentos não conrrespondidos.

- Rick, preciso falar uma coisa pra você, muito importante.
- O que foi, Mari?
- Eu te amo - tentei ser o mais direta possível.
- Eu também, Mari - mas não foi o suficiente.
- Não, você não entendeu. Eu te amo muito. Quero você pra mim, quero sentir que você é só meu, e que eu sou sua, pro resto da vida, quero ficar do teu lado quando eu tiver medo, quero seu beijo, seu abraço sincero, seus carinhos, quero que todos sumam, quero um mundo só nosso... - falei até perder o fôlego.
- Eu também - ele parecia...tranquilo.
- Oi? - ok, essa foi surpresa pra mim.
- Eu também te amo, tanto quanto você, se duvidar, até mais, só não tinha coragem de te contar e perder tua amizade, que é o meu maior tesouro, e te perder. Bom, eu ia me declarar esta noite, mas...
- Não! Eu estraguei tudo? Que idiota! Finja que eu não falei nada, pode se declarar a vontade.
Ele riu, aquele riso que só ele sabia dar, e me beijou.
O melhor beijo. Só poderia ter vindo do melhor amigo.

domingo, 2 de janeiro de 2011

2010-2011

Mais um término de um ano bom. Pelo menos para mim, dois mil e dez foi um ano agradável. Algumas festas, algumas amigas, uma boate, vários aniversários, muitas fotos e muitas lembranças. Bastante comida, graças a Deus. Bastante amor, fé, alegria e até gostaria de dizer que teve bastante paz, mas não agora. Esse ano foi muito importante para mim, um ano de despedidas. Ok, irei mudar de escola, mas para mim é bem mais que isso. É praticamente uma troca de casa, de família. E lá, era mesmo a minha segunda família. Não vou ter mais por um bom tempo a recepção calorosa que eu recebia. De pessoas me abraçando, surtando, me contando fofocas...Eu conhecia cada um dali, conhecia o suficiente para sentir uma certa falta. Os professores. Ah, como vou sentir falta dos seus elogios, das suas palhaçadas. E sempre tema aquela irmã, que vocês não vão se afastar nunca, mas agora, a quem você vai dar o seu "bom dia" mais especial todas as manhãs? Como eu disse, foi um ano bom. Conheci e desconheci pessoas. Amei e desamei. Tive a confiança nas minhas mãos, mas a perdi. Talvez a esteja achando de novo, mas isso não é mais da conta de 2010.
Nasce um novo ano, dois mil e onze. Um ano definido por mim como "mágico". Um ano difícil, cheio de desafios, de surpresas e novidades. Um ano que mais do que nunca, me sinto grande, crescida por dentro. O ano da debutante. Eu não sou boa com promessas, então vou usar a palavra quero. Eu quero saber o certo e expulsar o errado. Eu quero os amigos ao meu lado. Os bons. Eu quero conhecer as pessoas, saber quem é quem. Eu quero saber quem eu sou, quem eu quero ser. Um ano de escolhas. Então, seja bem-vindo. Entre sem pedir licença, pois essa festa é sua. E para todos, um ótimo 2011.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Para Sempre - Parte 5

Não havia nem notado que começara a chover. Respirei fundo e fui até lá fora. Estava tudo alagado, então voltei, coloquei minhas botas amarelo queimado e fui até a caixa de correio. Nenhuma carta. Várias folhas secas. Coloquei a minha carta lá dentro. Não sabia o que estava fazendo, talvez na esperança de quando eu voltasse lá, não a encontrasse mais. Entrei em casa e dormi. Lá estava ele, rindo para mim. E no meu sonho, ele chegava perto do meu ouvido e dizia: Então, eu nos declado marido e mulher. Durma bem, minha Doce Joana. Foi perfeito. Foi como se ele estivesse mesmo do meu lado, me tocando e eu o sentia, com muita intensidade. Esse foi meu último sonho em que ele apareceu, e mesmo nunca mais tendo ido até a caixa de correio, tinha a certeza de que ele tinha lido a minha carta e isso me deixava aliviada, feliz e apaixonada.

Fim - Parte 4

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Para Sempre - Parte 4

Sim,
Eu aceito me casar com você. Eu aceito ser sua para sempre. Eu aceito segurar na sua mão e não olhar para trás. Eu aceito me entregar a você. Essas seriam palavras perfeitas para serem ditas a um amor verdadeiro, para você. Mas você teve que ir embora. E mesmo assim, não me deixou. E ainda, cumpriu sua promessa. Talvez não o sonho todo, mas todos os sonhos, você está lá. Você está lá me dando mais um beijo, mais um abraço, mais um carinho ou mais um consolo. Eu sinto tanto a tua falta. Eu preciso tanto de você aqui comigo, hoje, amanhã e sempre. Mais uma vez, esse tal de para sempre aparece. Ele parece combinar tanto com nós dois. E o que me deixa viva até hoje é saber que ele existe. Mesmo pessoas não acreditando na sua existência, nós somos a prova de que ele existe, tanto na terra, como no céu. As pessoas não acreditan quando eu respondo que não tivemos envolvimentos além de beijos apaixonados. Você me respeitava. Você me entendia. E não precisei disso para me sentir uma mulher, a mais completa do mundo. Posso dizer que literalmente, você foi o único homem da minha vida. E até hoje, não consegui me apaixonar de novo. A culpa é sua. Obrigada. Posso até ter procurado, para o bem estar da população, mas não achei ninguém tão perfeito quanto você. Tão perfeito quando você, para mim. Nenhum tinha o seu cheiro que me deixa desorientada, ou seu toque, que me fazia arrepiar. Nenhum era como você. Nenhum era você. E não vou mais procurar uma agulha num palheiro, sei onde você está, sei onde a pessoa que eu amo permanece e um dia, eu prometo, irei ao teu encontro e ficaremos juntos, sob o manto do Pai, abençoados pelo resto da eternidade, para todo o sempre.

Ricardo, eu te amo. Isso basta, porque essa palavra é tão forte que não precisa ser repetida para comprovar o seu valor.
Da sua doce e eterna, Joana.

PS: Para quem não sabia fazer uma carta, você foi excelênte, para variar.

Continua - Parte 3