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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Pesadelos

Sabe o que é? Medo.
Infelizmente, eu não consigo esconder o ciúmes que eu sinto por você. Me envergonho profundamente disto, mas eu sinto muito medo. Eu tenho medo de perder meu porto seguro, a minha base, o meu apoio, a minha proteção, a minha segurança, e principalmente, a minha fé. Pois é, você é extremamente importante para mim. E eu fico mal, só de te imaginar com outra, só em pensar na possibilidade de não ser o suficiente para você. Meu ponto forte, porém, tenho tido pesadelos e confesso que em alguns, o seu rosto aparece, pelo simples fato de você também ser o meu ponto fraco. Então, sempre tem aquela pessoa, tão bonitinha, tão engraçadinha e tão perfeitinha. Eu não te vejo com ela, me desculpa, mas o seu lugar é do meu lado, e o meu, ao seu. E eu morro de medo, de não estar nos seus planos, nos seus pensamentos. Sabe os nossos momentos? Aqueles especiais, aqueles que só a gente entende? Eu tenho medo de não ocupar a sua mente nessas ocasiões. Medo de na hora dos nossos beijos, não ser o gosto que você gostaria de sentir. Resumindo, eu tenho pavor de você só estar comigo de corpo e não de alma. Mas eu confio em você. E imploro que fique comigo, mas só se for por amor. Porque eu tenho muito a te oferecer, se você permitir. E sinceramente, não me importo com um ou dois pesadelos, se quando eu acordar, você estiver lá, para me acolher, me abraçar, forte, bem forte e me acalmar, com um beijo na testa, ou no coração.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Curiosidade

Ultimamente ando com uma curiosidade que me consome. A vontade de ter a minha respiração falhando é maior do que eu. Quem sabe, cortar os pulsos resolva. Sofrer calada, morrer no silêncio. Seria uma morte bem dramática, não? Uma tragédia digna de primeira folha do jornal. Dizem que você sente prazer, outros só conseguem sentir a dor da culpa. Quero experimentar de tudo um pouco. O sangue escorre pelo braço como um pássato em uma gaiola que acabou de ser libertado, respirando bem mais que oxigênio, liberdade. Aquele líquido vermelho me encara e foge de mim. Eu vejo desespero na sua textura. E se por acaso, isso não for suficiente, vou mais fundo, literalmente. Todos os meus sentidos ficam congelados, certo? Mais uma, menos uma. Mil problemas não resolvidos, que serão deixados de lado e esquecidos. Ela finalmente vem me visitar, aquela que não perdoa, aquela que julga e nos leva desse pesadelo que habitamos. Vendo deste ângulo, não parece ser uma má ideia. Um investimento onde todos saem ganhando. Uma dor forte e depois, nada. Se alguém me apoiasse, seria tudo mais fácil. Talvez realmente existam pessoas que se importam comigo e vou implorar para que elas me ensinem como se faz isso.