
Eu estava prestes a morrer. O que eu poderia fazer? O meu fim iria ser perfeito. Eu na minha casa, na minha cadeira de balanço, no meu quarto, com os meus amigos e familiares na sala chorando. Eu estava quentinha para uma idosa. Me sentia bem. Não havia mais dor. Mas estava tudo perfeito demais. Eu haveria algumas horas ainda para estragar tudo. Estava uma tarde tão linda. Uma chuva calma. Abundante, mas calma. E então tentei imaginar a última vez que tomara um banho de chuva. Não consegui. Qual seria a textura? O gosto? Seria então uma novidade para mim? Que horror! Não me perdoaria se não fosse embora deste mundo com um pedaço de tudo. Iria sentir muita falta. Eu acho. Me levantei da cadeira de balanço e fui lentamente para o jardim. Levantei a cabeça, abri a boca e então rodopiei e depois de ficar tonta, continuei rodopiando até cair. Meus filhos ficaram horrorizados quando me viram toda enxarcada no meio do jardim, deitada no chão. Todos correram para me pegar e levar para dentro. Me deram um banho quente e não paravam se quer um segundo de reclamar. Mesmo com a água quente, eu não estava mais tão confortável como antes. Meus dedos dos pés e das mãos estavam gelados. Me colocaram na minha cadeira de balanço novamente e me arrodearam. Eu então pude refletir sobre o sabor da chuva. Não se para todos, mas para mim, tinha um gosto estranho, uma mistura de água com capim, e eu senti um cheiro de terra maravilhoso que em toda a minha vida nunca sentira. Uma sensação que eu nunca mais iria esquecer. Então, fechei os meus olhos.
lindo duds , amei . Os últimos momentos , toomar um baanho de chuva , hihi , gostei . Saudade de tu , vaca ♥
ResponderExcluir