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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Diálogo

Ela: Porque você foi embora?
Ele: Eu sempre estive aqui.
Ela: Mas você se afastou de mim.
Ele: E não faz ideia de como eu me arrependo.
Ela: Você nem me procurou...
Ele: Desculpa.
Ela: Eu odeio esse seu orgulho.
Ele: Desculpa.
Ela: Eu gosto tanto de você, só queria que fosse recíproco
Ele: Mas é!
Ela: Não parece.
Ele: Desculpa
Ela: Desculpa pelo que?
Ele: Por não demonstrar o meu amor por você
Ela: Será que existe mesmo amor?
Ele: Mais do que você imagina...
Ela: É tão difícil de acreditar...
Ele: Mais uma vez, desculpa, a culpa é toda minha.
Ela: Toda não, também tive culpa nisso, te amei demais.
Ele: E eu não soube reconhecer como você é importante para mim.
Ela: Enquanto eu, já sabia disso desde o momento que te vi.
Ele: Eu te amo.
Ela: Prove.
Ele parece off line

sexta-feira, 11 de março de 2011

Chuva

É, eu realmente gosto dela. Gosto de me sentir limpa e a minha alma também. Não há sensação melhor, do que se sentir livre, do que poder sentir o gosto da chuva, olha para cima e abrir meus lábios. Sentir aquela doce água, enviada lá de cima, de certa forma. É o que me faz acreditar que perfeição existe. Para que guarda-chuvas. Queimem todos. Não tem coisa melhor do que sentir seu tênis todo molhado. Da última vez, eu parei, e tentei não pensar na reclamação, nem em tê-lo que lavar. Pensei só na sensação que estava sentindo. Me senti uma verdadeira criança, que não deve nada a ninguém, muito menos tem medo de viver. Ah, se aquelas poças de lama fossem limpas...Só um pouco mais limpas, onde pudesse até haver peixes por ali, gostaria tanto de dar-lhes um 'Oi'. Por um momento me vi andando pela rua, na chuva, em baixo de uma porcaria de sombrinha. Me vi e vi os que estavam ao meu redor. Só mais uma das cenas do meu filme. Eu estava com raiva. E me imaginei sem nada. Apenas com uma bota, para sentir a água entre meus dedos. E corri. Corri por cima, entre e ao redor da lama. Corri até confundir suor com gotas de chuva em mim. E depois disso, acordei. Mesmo assim, minha boca ainda estava molhada, ainda estava com o gosto de chuva, misturado com nuvens e liberdade...

quinta-feira, 10 de março de 2011

Amor e medo, combinam afinal

 
Não tenho medo de escuro, pois sei que os monstros sumirão quando acenderem a luz.
Não tenho medo da chuva, pois sei que ela irá embora quando o Sol chegar.
Não tenho medo de altura, pois sei que se eu morrer, irei para o lado do Pai.
Não tenho medo de amizades, pois se forem mesmo meus amigos, não irão me fazer mal.
Não tenho medo dos falsos, pois tenho amigos de verdade.
Não tenho medo de palhaços, pois sei que mesmo fracassando, seu objetivo é me fazer rir.
Não tenho medo da violência, pois sei que sempre foi assim e nunca vai mudar.
Não tenho medo de lágrimas, elas limpam meus olhos e minha mente.
Não tenho medo de palavras, elas machucam, elas curam.
Não tenho medo da saudade, pois um dia ainda irei presa, por matá-la.
Eu tenho medo é do amor.
Medo de me apaixonar.
Porque ai sim, terei medo da escuridão quando ficar só.
Medo da chuva, quando notar que ela é extensa demais e não houver mais esperanças.
Medo de altura, quando pensar em me suicidar.
Medo das amizades que irei perder.
Medo dos falsos que irão me manipular.
Dos palhaços, que choram.
Medo da violência, que me assusta cada vez mais.
Medo das lágrimas que você cultivou em mim.
Medo das suas palavras, que vieram como tiros.
Medo não, pavor sim, da saudade que irei sentir de alguém ao meu lado.
O amor me faz ter medo.
Amor e medo, combinam afinal.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Sempre em frente

Siga em frente, não importa para onde, não sei se irá cair. Só sei que mesmo perdendo, você irá ganhar. Só não lhe garanto que ganhe coisas boas. Talvez um coração partido, ou uma perna fraturada, tanto faz. Irás ganhar conhecimento, aprendizagem. Siga em frente até não aguentar mais e quando lhe faltar ar, continue andando, até encontrá-lo novamente. Siga em frente com medo e deixe-o cair no meio do caminho. Siga em frente sozinho, acompanhado, mas sempre, sempre com Deus. Nas horas que Ele não estiver caminhando ao seu lado, ele estará te carregando, enquanto descanças os teus pés. Siga em frente, em frente. Vá além das fronteiras, se afogue, caia, levante. Siga cada vez mais longe, procure o paraíso, você vai merecer depois de ter conhecido coisas horríveis pelo caminho. Siga em frente, porque no fim, vale mesmo a pena.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Smile

Sorria quando encontrar um conhecido.
Sorria quando ver um desconhecido.
Sorria quando estiver bem.
Sorria principalmente quando estiver mal.
Sorria por sorrir.
Faça os outros sorrirem.
Sorria quando achar o sentido da vida.
Sorria quando perceber que a vida não tem sentido algum pra você
Faça um sorriso grande,
forçado,
tímido,
meigo,
enjoado.
Sorria até doer os maxilares.
Sorria para te chamarem de boba.
Sorria quando te chamarem de boba.
Sorria para ser boba.
Sorria quando você precisar chorar.
Sorria se você vive, se você ama.
Sorria nos filmes de comédia.
Sorria se aquele filme de terror te faz rir.
Sorria,
na hora, no momento e com quem você quiser.
Sorria da sua péssima voz,
que se mistura com o som do chuveiro.
Sorria se sua maquiagem acabar,
Beleza natural é a mais linda que existe, ou
Um belo motivo para ir visitar aquela amiga,
Que a séculos não vê, não acha?
Sorria para as lembranças boas, bestas e ruins.
São apenas lembranças.
Sorria no almoço em família.
Sorria por ser Domingo.
Sorria quando estiver tudo acabado,
Ou pelo menos você achou que estava.
Sorria para o mundo,
Para a paz.
Sorria se você tem Fé.
Sorria se tem amigos,
pois tesouro melhor você não irá encontrar.
Sorria quando descobrir que nunca chegará no fim do arco-íris.
Sorria quando estiver apaixonada.
Sorria enquanto procura um novo amor.
Quando você achar que o mundo te odeia...
Sorria para ele,
Que ele irá sorrir de volta para você.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Vício de viver

Tenho prazer em respirar, tenho necessidade em sentir o vento batendo em minha nuca, ou vindo direto na minha cara, como um tapa de alerta para a vida. Tenho orgulhos de não conseguir respirar embaixo d'água e conseguir correr, sem parar, enquanto eu não estiver cansada. Preciso sentir dor para acreditar na salvação, ter fé. Preciso crescer para entender a cabeça de um adolescente, de um adulto e sempre ter a tal criança dentro de mim. Preciso ter coração para amar, lágrimas que limpam não só os olhos, como a minha alma. Uma qualquer, apaixonada pela vida. Pelo melhor presente que Deus poderia dar para todos nós e muitas vezes, deixamos esse presente de lado, sem valor algum. Eu faço questão de usá-lo e desgastá-lo até não puder mais, até Ele querer de volta. Viver, florescer, crescer, renascer, reviver, amadurecer...Vida, uma dádiva, um tesouro.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Senhora Lua

Gostaria de tocá-la. Sentí-la. Até mesmo de experimantá-la, parecia ser tão saborosa. Mas não conseguiria nem se quer imaginar em machucar uma criatura tão perfeita como ela. A chamavam de Lua, mas eu a via mesmo como uma Rainha. Ela que iluminava minha noite, e eu não me importava de dormir na rede, ao seu lado. Eu era loucamente apaixonado por ela e um dia, vou ao seu encontro. Senhora Lua, pode me esperar.

Viajante Anônimo

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Banho de chuva

Eu estava prestes a morrer. O que eu poderia fazer? O meu fim iria ser perfeito. Eu na minha casa, na minha cadeira de balanço, no meu quarto, com os meus amigos e familiares na sala chorando. Eu estava quentinha para uma idosa. Me sentia bem. Não havia mais dor. Mas estava tudo perfeito demais. Eu haveria algumas horas ainda para estragar tudo. Estava uma tarde tão linda. Uma chuva calma. Abundante, mas calma. E então tentei imaginar a última vez que tomara um banho de chuva. Não consegui. Qual seria a textura? O gosto? Seria então uma novidade para mim? Que horror! Não me perdoaria se não fosse embora deste mundo com um pedaço de tudo. Iria sentir muita falta. Eu acho. Me levantei da cadeira de balanço e fui lentamente para o jardim. Levantei a cabeça, abri a boca e então rodopiei e depois de ficar tonta, continuei rodopiando até cair. Meus filhos ficaram horrorizados quando me viram toda enxarcada no meio do jardim, deitada no chão. Todos correram para me pegar e levar para dentro. Me deram um banho quente e não paravam se quer um segundo de reclamar. Mesmo com a água quente, eu não estava mais tão confortável como antes. Meus dedos dos pés e das mãos estavam gelados. Me colocaram na minha cadeira de balanço novamente e me arrodearam. Eu então pude refletir sobre o sabor da chuva. Não se para todos, mas para mim, tinha um gosto estranho, uma mistura de água com capim, e eu senti um cheiro de terra maravilhoso que em toda a minha vida nunca sentira. Uma sensação que eu nunca mais iria esquecer. Então, fechei os meus olhos.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Flores

Me escondi no meio das flores. Das mesmas flores que me perseguem nos sonhos, que me sufocam nos pesadelos. As flores que me deixam tonta com seu odor mgnífico, que me ferem com seus espinhos afiados.As mesmas que me fazem lembrar você e que me fazem lembrar do motivo que eu preciso te esquece. Aquelas vermelhas, brancas, roxas. As amarelas que se destacam, as azuis, que são apagadas no meio da multidão de Tulipas. Flores que secam, que morrem, assim como meu amor por ti. Flores que procriam, frutos, folhas...Pétalas caídas, galhos arrancados. E novamente os espinhos. O meu sangue escorre por uma flor branca, e fiquei hipnotizada por aquela cena. Não houve dor. Agunia seria a palavra ideal. Flores que me fazem lembrar dos meus momentos felizes, mas elas sempre secam.