quinta-feira, 3 de março de 2011

Segunda vista

Tive a certeza que te amava quando te vi pela segunda vez. Na primeira vez que eu te vi, você não passavade um desconhecido no meio de tantos outros estranhos. Mas dessa vez foi diferente. Te ver na minha frente trouxe vontades que nenhuma conversa pelo celular havia me dado antes. Foi tudo maior, mais intenso. A vontade de nunca querer te perder veio acompanhada com o desejo de ficar ao teu lado, de saber qual o sabor do teu beijo, de te conhecer melhor. Não me ache tola, me ache apaixonada, mas poderia passar o resto da minha vida contigo, te adimirando, te encarando e sonhando que o teu sorriso me pertence.
A idiotisse dessa brincadeira é que eu sei o que eu quero, mas não sei oque se passa na sua cabeça quando me vê, não sei o que você sente quando conversa comigo, quando fico do teu lado... Não sei nem se você pensa em mim na minha ausência. Só sei que eu sinto falta de algo que eu nunca tive, e não me peça para explicar.
Eu só quero ser a melhor para você, me desculpe nas vezes que eu fracassar. Porque eu não sei como você consegue isso, mas você me fez ficar apaixonada por você...mais uma vez.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Palavras

Já pude perceber que as palavras não são muita coisa e que não tem relação nenhuma com a verdade. Palavras são ditas e só. O pior disso tudo é que quando as promessas não são cumpridas, machucam. Mas já percebi que promessas não vão com a minha cara. Juras de amor. Eu acredito e acho uma das coisas mais lindas e românticas. Amor eterno. Eu também acredito, mas ele não parece acreditar em mim.
Muitas vezes gostaria de ser mais desconfiada, de não sentir necessidade de alguém ao meu lado. Muitas vezes gostaria de ser mais forte e aceitar a vida como ela é, mesmo não concordando com a maioria dos conceitos que as pessoas tem sobre ela. Eu e a minha mania de querer dar um jeito em tudo. É impossível fugir das palavras e mais impossível ainda não acreditar nelas. Um olhar sincero, um abraço apertado e um beijo apaixonado deveriam ser crime e só deveriam existir palavras, talvez a decepção fosse menor, a queda mais fraca e a fratura, quase invisível. Bom, quem me dera, infelizmente isso são só palavras.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Smile

Sorria quando encontrar um conhecido.
Sorria quando ver um desconhecido.
Sorria quando estiver bem.
Sorria principalmente quando estiver mal.
Sorria por sorrir.
Faça os outros sorrirem.
Sorria quando achar o sentido da vida.
Sorria quando perceber que a vida não tem sentido algum pra você
Faça um sorriso grande,
forçado,
tímido,
meigo,
enjoado.
Sorria até doer os maxilares.
Sorria para te chamarem de boba.
Sorria quando te chamarem de boba.
Sorria para ser boba.
Sorria quando você precisar chorar.
Sorria se você vive, se você ama.
Sorria nos filmes de comédia.
Sorria se aquele filme de terror te faz rir.
Sorria,
na hora, no momento e com quem você quiser.
Sorria da sua péssima voz,
que se mistura com o som do chuveiro.
Sorria se sua maquiagem acabar,
Beleza natural é a mais linda que existe, ou
Um belo motivo para ir visitar aquela amiga,
Que a séculos não vê, não acha?
Sorria para as lembranças boas, bestas e ruins.
São apenas lembranças.
Sorria no almoço em família.
Sorria por ser Domingo.
Sorria quando estiver tudo acabado,
Ou pelo menos você achou que estava.
Sorria para o mundo,
Para a paz.
Sorria se você tem Fé.
Sorria se tem amigos,
pois tesouro melhor você não irá encontrar.
Sorria quando descobrir que nunca chegará no fim do arco-íris.
Sorria quando estiver apaixonada.
Sorria enquanto procura um novo amor.
Quando você achar que o mundo te odeia...
Sorria para ele,
Que ele irá sorrir de volta para você.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Apaixonada

- Sempre que eu beijo alguma menina, ela se apaixona por mim depois.
- Sério? Comigo não vai ser assim.
- Porque não?
- Porque eu já me apaixonei antes.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Vício de viver

Tenho prazer em respirar, tenho necessidade em sentir o vento batendo em minha nuca, ou vindo direto na minha cara, como um tapa de alerta para a vida. Tenho orgulhos de não conseguir respirar embaixo d'água e conseguir correr, sem parar, enquanto eu não estiver cansada. Preciso sentir dor para acreditar na salvação, ter fé. Preciso crescer para entender a cabeça de um adolescente, de um adulto e sempre ter a tal criança dentro de mim. Preciso ter coração para amar, lágrimas que limpam não só os olhos, como a minha alma. Uma qualquer, apaixonada pela vida. Pelo melhor presente que Deus poderia dar para todos nós e muitas vezes, deixamos esse presente de lado, sem valor algum. Eu faço questão de usá-lo e desgastá-lo até não puder mais, até Ele querer de volta. Viver, florescer, crescer, renascer, reviver, amadurecer...Vida, uma dádiva, um tesouro.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Senhora Lua

Gostaria de tocá-la. Sentí-la. Até mesmo de experimantá-la, parecia ser tão saborosa. Mas não conseguiria nem se quer imaginar em machucar uma criatura tão perfeita como ela. A chamavam de Lua, mas eu a via mesmo como uma Rainha. Ela que iluminava minha noite, e eu não me importava de dormir na rede, ao seu lado. Eu era loucamente apaixonado por ela e um dia, vou ao seu encontro. Senhora Lua, pode me esperar.

Viajante Anônimo

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Banho de chuva

Eu estava prestes a morrer. O que eu poderia fazer? O meu fim iria ser perfeito. Eu na minha casa, na minha cadeira de balanço, no meu quarto, com os meus amigos e familiares na sala chorando. Eu estava quentinha para uma idosa. Me sentia bem. Não havia mais dor. Mas estava tudo perfeito demais. Eu haveria algumas horas ainda para estragar tudo. Estava uma tarde tão linda. Uma chuva calma. Abundante, mas calma. E então tentei imaginar a última vez que tomara um banho de chuva. Não consegui. Qual seria a textura? O gosto? Seria então uma novidade para mim? Que horror! Não me perdoaria se não fosse embora deste mundo com um pedaço de tudo. Iria sentir muita falta. Eu acho. Me levantei da cadeira de balanço e fui lentamente para o jardim. Levantei a cabeça, abri a boca e então rodopiei e depois de ficar tonta, continuei rodopiando até cair. Meus filhos ficaram horrorizados quando me viram toda enxarcada no meio do jardim, deitada no chão. Todos correram para me pegar e levar para dentro. Me deram um banho quente e não paravam se quer um segundo de reclamar. Mesmo com a água quente, eu não estava mais tão confortável como antes. Meus dedos dos pés e das mãos estavam gelados. Me colocaram na minha cadeira de balanço novamente e me arrodearam. Eu então pude refletir sobre o sabor da chuva. Não se para todos, mas para mim, tinha um gosto estranho, uma mistura de água com capim, e eu senti um cheiro de terra maravilhoso que em toda a minha vida nunca sentira. Uma sensação que eu nunca mais iria esquecer. Então, fechei os meus olhos.